Oi geente estou renovando o aviso...
eu mudei de hospedeiro
estou agora com esse blog
www.ludimilabassan.blogspot.com
sigam as atualizações dos artigos do olho que tudo vê por lá
Um beijooo
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As pessoas poderiam repensar muitas das suas filosofias de solidariedade, igualdade, fraternidade, esperança e de REALIDADE após assistirem a esse vídeo.
Coroaram-me rei de mim! Oh céus, que descuido
do monarca ao colocar-me como herdeiro legítimo do trono. Durante
seu reinado, vários cobiçaram o seu posto, colocaram-se como
dignamente perfeitos para ocuparem tal cargo além de que, em
juramento, afirmaram que permaneceriam completamente íntegros
durante o período em que governassem.
Lembro-me muito bem de um senhor calvo
adentrando pelas portas do palácio, ele deveria ter cerca de meio
século de vida, a barba ainda estava por fazer e carregava debaixo
dos braços uma pasta. Dirigiu-se ao rei e entregou os documentos
que carregava, neles estavam contidas algumas informações sobre os
impostos arrecadados durante toda a estação em forma de papiro da
mais alta qualidade e escritas com sangue. O Rei pegou seu anel
mergulhou na cera líquida e em forma de assinatura carimbou o
documento.
Então, tomei a liberdade de me aproximar e pude
perceber uma certa melancolia nos olhos do rei, talvez uma tristeza
ou sentimento de culpa por algo. Não foi necessário que eu dissesse
alguma coisa para que ele erguesse o rosto e fixasse o seu olhar
nos meus, para que começasse a conversar com um estranho, que não
sabia fazer outra coisa além de limpar a poeira da sola dos seus
pés.
"Criança, você não sabe o desejo que eu estou de cobrir-lhe com o
meu manto e coroá-lo Rei de mim e em troca arrancar
das suas mãos essa vassoura que há tanto tempo você utiliza para
limpar a minha sujeira, minha podridão, meu fardo, o qual se tornou
tão pesado que não posso carregá-lo sozinho. Cresci, ouvindo a voz
do meu pai que sempre esperou de mim honra, justiça e paz. Ao
tornar-me rei, me transformei também em juiz, tive que julgar as
pessoas por seus atos, suas palavras, suas roupas, suas culturas;
não sei mais em quantas guerras envolvi meu povo por meus próprios
interesses, para que as minhas palavras, os meus costumes e as
minhas vontades prevalecessem. Nunca toquei em uma única arma, pois
para isso eu tinha meu exército composto pelos homens mais fortes e
destemidos do reino, mas matei tantas famílias e aniquilei todas as
possibilidades de construção de outras utilizando uma simples
palavra. Adquiri toda riqueza possível que um rei pode ter, possuo
mais terras anexadas ao meu reino do que eu mesmo posso imaginar, a
maioria delas eu jamais visitarei, a cada estação o meu estoque é
renovado e eu continuo tendo tudo do bom e do melhor para viver de
uma maneira confortável, porém o meu povo ainda continua miserável.
O mesmo povo que levantou esses pilares, que conquistou estas
terras, que plantou o trigo para a colheita, que não dorme para
assegurar que o seu filho estará vivo na manhã seguinte. A esse
povo, a essas pessoas, deve ser entregue todo esse mérito que
inconscientemente dão a mim. Por isso criança, a partir do poder
que recebi dos meus antepassados, o corôo Rei de mim. Faça desse
teu servo o que bem entender, julgue-me, prenda-me, mate-me, esse
poder não me pertence mais, foi entregue totalmente a você, a quem
agora chamo de Meu Senhor."
Colocou-me então sua coroa, e seu manto, então
diante de mim, vi um homem nu, despido de todas as suas vergonhas,
confessando suas mais íntimas angústias a alguém que nada mais
sabia fazer do que tirar a poeira dos seus pés. Como eu poderia
julgar aquele homem que perdera sua honra, não conhecia a justiça,
mas necessitava como toda a humanidade encontrar a paz. Por esse
motivo, deixei a coroa no chão, estiquei o manto em uma cadeira e
pela primeira vez fitei-lhe diretamente o olhos e disse: "Como
vosso rei, ordeno que desfaça-se dessas tralhas todas, venda ou
troque por alimentos, destrua esse palácio, não necessito dele,
porque a minha casa é o mundo, é o povo e onde estiver minha
riqueza ali estará também meu coração. E como último pedido, não
lhe coroarei Rei de mim, pois já não existe mais coroa, mas
entrego-lhe minha simples amizade, companheirismo e força para os
tempos de dificuldade. Não serás julgado por mim, mas não posso
dizer que não serás julgado por você mesmo, a todo momento. Vamos
companheiro, há muitas coisas a serem feitas, não precisa limpar a
poeira dos meus pés, eles já estão habituados ao tempo seco."
Torno a repetir, Ó céus que descuido do monarca
ao coroar-me rei de mim, não posso ser senhor da minha própria
vida, pois se assim fosse, seria julgado a todo o momento,
recebendo o título de culpado, morrendo um pouco mais a cada dia...
Mas a partir de hoje, será o começo, apenas o começo do fim da
nossa vida.
Ludimila do Nascimento Bassan
Olá meus amigos do space
Gostaria de agradecer os bons momentos que tive por aqui
e muito além: as amizades que fiz
Estou me mudando para o blogspot
ludimilabassan.blogspot.com
Me sigam por lá, Beijos Queridos
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